É preciso amar as pessoas Como se não houvesse amanhã Por que se você parar Prá pensar Na verdade não há...
domingo, 9 de junho de 2013
SENTIDO E REFERÊNCIA EM FRASES E PREDICADOS.
Para ele Sentido deve ser algo que se modifica quando partes da frase são substituídas por outras com outro sentido, mas com a mesma referência. Para melhor explicação usemos a frase “A estrela da manhã é Vênus”. Se o nome “a estrela da manhã” for substituída pela oração “a estrela da tarde” a frase terá um outro sentido. Já que para Frege sentido de uma frase é: “... o pensamento, a idéia que ela expressa, pois uma mudança no sentido de um nome no interior da frase produz uma mudança no pensamento: a frase “A estrela da manhã é Vênus” exprime um pensamento diferente da frase “A estrela da tarde é Vênus”...”(COSTA, 2003, P. 14)
Frege usa a palavra pensamento para aquilo que normalmente chamamos de “proposição ou enunciado”. E segundo ele o sentido é a idéia que ele expressa, somente se tal proposição tenha a ver com o valor-de-verdade. Portanto para Frege uma proposição é portadora de verdade ou falsidade, ou seja, quando dizemos que algo é falso ou verdadeiro, falamos de seu sentido (o pensamento por ela expresso) e não que a frase ou a sua referência é falsa ou verdadeira. Portanto, se dissermos “esta chovendo” (e isso for verdadeiro, pois este fenômeno está acontecendo) e também usarmos as frases: em inglês (It is raining) e alemão (Es regnet), embora elas sejam diferentes, o pensamento por elas expresso é o mesmo e, portanto verdadeiro.
Para falar da referência de uma frase, Frege utiliza-se de um principio de Leibniz, o qual diz que é possível que uma expressão seja substituída por outra no interior de uma frase, sem que se altere o valor-de-verdade da mesma frase, pois a expressão que substitui deve se referir a mesma coisa. Para tanto usemos a frase “A cidade dos príncipes é Joinville”. Se mudarmos o nome, ou seja, a oração “cidade dos príncipes” pelo nome “cidade das bicicletas” a referência de ambas permanece a mesma e também a verdade ou falsidade da frase.
Para Frege o valor-de-verdade de uma frase é que constitui sua referência, pois segundo ele com o valor-de-verdade passamos do plano do sentido para o objetivo.
O problema de Frege segundo costa é dizer que “... existem apenas duas referências de frases: o Verdadeiro e o Falso. Com isso todas as frases verdadeiras têm apenas um referente, o Verdadeiro, e todas as frases Falsas tem um referente o Falso. A frase “Londres é a capital da Inglaterra” se refere à mesma coisa que a frase “2+2= 4”, ainda que a referencia de “Londres” seja radicalmente distinta da referência de “4”.”(COSTA, 2003, P. 16).
Porém esta tese de Frege não é muito plausível, por isso foi posteriormente aperfeiçoada por Wittgenstein. Segundo esse autor a referência de uma frase é o fato que ela possivelmente designa. Sendo que para Wittgenstein fato é um complexo de elementos existentes no mundo.
Já os predicados ou como Frege chama as expressões conceituais têm sentido e referência. Entendo predicado por aquilo que resta de uma frase se retiramos as expressões nominais que a frase possui. Exemplo disso são as frases “Londres é a capital da Inglaterra” e “A estrela da manhã é Vênus”, se retiramos as expressões nominais o que nos restará são as expressões conceituais como “...é a capital da ...” e também “...é...”. Frege chama essas expressões de insaturadas, incompletas e abertas, e quando essas expressões forem completadas por nomes a entidades por elas referidas são preenchidas por objetos, como é o exemplo “ Londres é a capital da Inglaterra”.
Uma entidade referida pela expressão conceitual “... é um numero” é insaturada, incompleta, pois poderá ser completada por uma variedade de objetos, como por exemplo, pelo nome 7 ou 22 , sendo assim “22 é um numero”. Com isso Costa diz que :“Frege chamou a entidade insaturada referida pela expressão conceitual de Conceito”(COSTA, 2003, P. 17).
Com isso o próprio Frege aponta um paradoxo de que “...não podemos designar o conceito através de uma nominalização desse conceito ( por exemplo “a justiça” no lugar de “...é justo”) pois quando isso acontece ele perde a característica essencial de incompleta, insaturada”(COSTA, 2003, P. 17).
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