“Agostinho
acreditou que o mal tinha o efeito de obscurecer a compreensão e impedir o
funcionamento da mente.” (EVANS, P.63)
“Aquele,
cuja mente ainda não foi iluminada pelo raio da verdade, facilmente se engana
por semelhante imagens materiais. (EVANS, P.63)
***
“As Enéadas
contêm uma teoria do mal... O mal em nossas almas é fazer com que se comportem
de maneira mais apropriada a corpos, ou seja, pareçam ser matérias e não
espirituais” (EVANS, P.67-68) rejeitado
por agostinho
“Diz-se-nos
que sejam prudentes como serpentes, mas satã tomou a forma de serpente”
(EVANS, P.102) Deus não teve a intenção
de confundir-nos.
“A moral é
clara e entenderemos o que representam as figuras quando nossas mentes foram
puras.”(EVANS, P.63) ***
“Deus não
conta mentiras na Bíblia” (EVANS, P.102)
A mentira
tem todas as propriedades que aprendera associar com o mal... assim co o bem se
opõem ao mal, ou a luz à treva, assim também a mentira opõe-se à verdade.
(EVANS, P.103) Ela
pode parecer verdade,mas terá o sentido de enganar . “...engano é da
essência da mentira” (EVANS, P.103) ***
“Se a
mentira é um nó a verdade é uma reta...” (EVANS, P.103)
...caso
especial de argumentação de que mentir às vezes se justifica .... 104
“A relação
entre o que está em sua mente e o que está em sua língua é uma relação honesta.
Nem tudo o que fala falsidade mente; pode acreditar que o que está dizendo é
verdade.” (EVANS, P.105) *** falando em mentira mais eu acredito ser
verdade
“É óbvio
para todo observador que o mundo está cheio de males: perversidade, coisas
desagradáveis e confusas na ordem natural. Como posso explicar esses males, se
acreditamos que a Providência vigia a criação?” (EVANS, P.139)
“Ou devemos
pensar que o próprio deus é o Autor dos males?” (EVANS, P.140)
“Pela
perversidade, o afastar-se para longe de Deus da alma, a alma do homem é posto
em movimento caótico, tornando sujeito à perturbação”.( EVANS, P.144)#
o movimento desordenado é
atribuído ao mal.
O mal em
Agostinho tem a ver com o afastar-se ou cair fora ou movimento desde o bem. “Um
defectivus mojtus.”( EVANS, P.144)
Lincêncio
sugere que a ordem governa tudo. Mas, como e quando o mal entrou no quadro? “A
não ser que postulemos que o mal está contido dentro da ordem universal.”(
EVANS, P.145)
“Os animais
só podem agir e se comportar de acordo com a suas naturezas e suas naturezas
são boas por que Deus as fez.”(
EVANS, P.145)
“A única
criatura capaz de agir contra o bem e de produzir um acontecimento mal é uma
criatura datada de mente”. (EVANS,
P.145)
“Se o mal é
ordenado, isso é talvez prova de que o próprio Deus dá origem ao mal; pereceria
certamente que ele o abarque. Se rejeitarmos essa possibilidade (e devemos, se
sustentamos que Deus é bom e a fonte de nada que não seja bom), parece que não
deve haver nada que seja contrário à ordem. Mas essa possibilidade já fora
eliminada. Parece que chegamos a m impasse.” (EVANS, P.145-146)
Licêncio
“... a ordem tenha vindo à existência somente por causa do mal. Quando apareceu
o mal, foi tomado por Deus numa ordem divina (dei ordine inclusum est),
tornando-o assim governável. Não parecia haver necessidade de nenhuma ordem
está que ameaçasse a desordem.” (EVANS,
P.146)
“Os
atributos divinos são eternos, lembra Licencio; ordem e justiça estiveram
sempre presentes em Deus. Talvez, porém, não precisassem ter sido exercidos e
postas em cima até que o mal não se apresentasse? Em todo caso, fica claro que
uma vez que começamos admitir a possibilidade de mudança e movimento no
universo, o problema do mal toma dimensão. Não mais temos a ver com a grosseira
noção maniquéi de um território do mal, mas com a uma força ativa, com a
maneira em que o mal produz eventos.”( EVANS,
P.146) próximo item continua
“Deve-se frisar que não se deve concluir do
fato de que o mal está contido dentro da ordem divina que Deus ama o mal, diz
Agostinho. Deus ama a ordem, e não está “em ordem” (isto é, não pertence à
ordem) que Deus deva amar o mal. Ele ama a ordem precisamente porque por ordem ele não ama o mal, e o mal está em ordem em
ser não-amado por Deus. Deus exerce sua justiça por dar a cada coisa na ordem
divinamente designada exatamente o lugar que ela deve ter. Deus acomoda assim o
mal fazendo com ele algo de intrinsecamente bom, pois não cabe dúvida de que a
ordem é algo de bom se Deus a ama.”
(EVANS, P.146)
“Talvez a ordem tenha vindo à existência somente por causa
do mal. Quando apareceu o mal, foi tomado por Deus numa ordem divina (dei
ordine inclusum est), tornando-o assim governável. Não parecia haver
necessidade de nenhuma ordem até que ameaçasse a desordem”. EVANS, P.
DEUS mal
Ordem do universo _______ desordem
Ordem da alma __________ desordem/ obscurece a alma
“Males naturais atribui ao homem “todo mal nasce da
vontade” (148)
Mal moral e natural—ou será que o problema está nas
propriedades de Deu, será que Ele é Benevolente.
Ninguém deve ser punido por nada. Por que o mal é terrível
e poderoso em influências sobre o mundo se o mal é nada.
O mal entrou na criação no momento em que há a separação
da luz da noite (AT). A noite é o mal. Lúcifer foi criado bom, portanto com a
luz da verdade, mais caio por terra (pecou) e veio a noite.
A mente de Satã e seus seguidores são perturbada, falta a
paz divina.
“Se os demônios podem enganar um homem no ponto de ele
pensar que suas mentiras são verdades.”( EVANS,
P.157)
“O mal surge na vontade das criaturas racionais e se faz
sentir obscurecem a razão e tornando-lhes impossível pensar com clareza e ver a
verdade”.( EVANS, P.157)
Deus não pode intervir na vida humana, por que se intervir
vai retirar a liberdade humana.
“Os anjos mal tem orgulho do ser conhecimento já os anjos
bom têm igualmente conhecimento das coisas materiais, mas os anjos bom estimam
o ser conhecimento por seu próprio valos e o desprezam, ao passo que os anjos
maus têm orgulho de seu conhecimento. Os anjos bons podem ver as causas eternas
das coisas porque vêem a verdade na sabedoria de Deus.”( EVANS, P.158)
“Demônios não podem alterar o curso dos eventos a não ser
que Deus permitir.”( EVANS, P.160)
“Deus também verga as tentativas dos demônios de
influências a acontecimentos para valer a outra forma.”( EVANS, P.161)
... os bons têm em comum com Deus a boa vontade que é tudo
o que se precisa para uni-los. (EVANS,
P.161)
“O mal no mundo já
está contido ainda que esteja presente largamente entre nós.”( EVANS, P.165)
dá para fazer uma boa critica a item anterior.
E no fim do tempo “O mal será eliminado. A purificação
será sobretudo uma limpeza das faculdades do conhecimento.”( EVANS, P.166) conhecer a verdade.
O ANTIDO DO MAL
1. Sobre a liberdade da vontade
““quisermos investigar
mal””
Através da livre vontade de cada um de nós saiu o mal, mas
a vontade não foi Deus quem a criou?
“O problema que tinha [Agostinho] então diante de si era o
problema da causa do mal. Nosso plano de debate visava a entender mediante
indagações inteiramente racional... o que cremos sobre o tema por autoridade
divina.”( EVANS, P.168)
Maniqueos colocavam “ou Deus é perfeitamente bom e incapaz
de prevenir o mal, ou então ele é onipotente e capaz de prevenir o mal, mas não
quer fazê-lo, o que mostraria que não é perfeitamente bom.”( EVANS, P.168)
“...tirar de Deus a culpa, insistiu que a vontade livre
dos homens e dos anjos é a causa do pecado e o pecado é a origem do mal.”(
EVANS, P.169)
Se a vontade é a causa do pecado diziam os pelagianos,
então por um ato de vontade o homem pode retornar ao bem.”( EVANS, P.169)
“Evódio pergunta é Deus a causa do mal?”( EVANS, P.169)
“É Deus o autor do mal?” (EVANS, P.169)
“A resposta de Agostinho leva de imediato a discussão para
contexto humano ao definir os dois sentidos da palavra “mal” em que toca
diretamente o homem. Existe o mal que o
homem faz e o mal que o homem sofre. Podemos postular que Deus é a fonte
do segundo quando ele justamente inflige castigo justo. Estes desabares são bom
para nós. Eles restituem as coisas à ordem. Não existe razão alguma para supor
que Deus não possa ser seu autor, mas o que devemos dizer da fonte do primeiro?
Agostinho acredita que não existe somente uma fonte, pois todo homem é
individualmente o autor de sua próprias
ações más. O mal não pode ocorrer sem autor ou fonte. Deus não pode sem autor
ou fonte.( EVANS, P.170)
“Evódio avança, primeiramente, a possibilidade de que os
homens aprendem a fazer o mal de alguém ou de alguma outra coisa, não sendo
iniciadores do mal, mas imitadores do mau exemplo. Agostinho contrapõe-se a
isso frisando que todo aprendizado é um bem. Comunica conhecimento, e, sendo
assim, falando propriamente, não podemos aprender o mal. Fazer o mal é
afastar-se da disciplina do aprender (De Lib. Arb. I, I, 2.5). Ensinar o mal
seria ensinar algo que não é capaz de ser entendido ou conhecido, pois o
conhecimento sempre é um bem; não podemos por definição, conhecer o mal. Se a
um homem se ensinou o mal. Ele, mesmo então, não o saberia nem o entenderia.
Não se pode dizer que o tenha aprendido. O objetivo do ensino teria sedo
impedido.” (EVANS, P.170)
[como posso aprender o que não existe, como posso entender
a noite a não ser por ausência do sol]
“Se nos restou a idéia de que fazemos o mal por nós
mesmos, é difícil ver por que as almas que Deus criou, e que por isso, são
boas, devam agir de maneira iníqua, e, se assim o fazem, parece que sua maldade
se deva atribuir, em certo medida, se nem que só obliquamente, ao Deus que as
fez.”( EVANS, P.170-171)
“O que primeio é essencial é manter firme o princípio de
que Deus é bom (De.Lib. Arb. I, II, 5.12). Qualquer explicação que implique
diminuição da bondade em Deus deve-se considerar insatisfatória.”( EVANS, P.171)
“...mas o que é fazer o mal,o que é para o homem agir
iniquamente...”( EVANS, P.171)
[como Santo Agostinho entende o mal]
“Agostinho e Evódio começam tomando o exemplo do ato de
adultério. Dizer que o adultério é errado porque a lei esta contra ele, ou
porque ninguém gostaria que o pecado de adultério fosse cometido contra ele por
sua própria esposa, não é satisfatória.”( EVANS, P.171)
“O próprio mal está dentro do ato; a coisa má no adultério
é a luxúria (De.Lib. Arb. I,
III, 8.20).”( EVANS, P.171)
“...o fator comum em todos os atos maus é o prazer em certa forma,...”( EVANS, P.171)
“...o desejo . em outras palavras, ou o uso mal da vontade
que faz o homem querer o que não deve querer. O mal está na vontade, portanto,
e é transferido a outras coisas por ato de vontade.”( EVANS, P.171)
“Pode a vontade do homem ser compelido ao mal? Não, diz
Agostinho, pois nada é mais excelente no homem do que uma mente sábia, racional
e virtuosa. Somente alguma coisa superior a esta mente pode compeli-lo a
servir ao prazer, mas alguma coisa
superior a ele seria por sua vez mais sábio, racional e virtuosa, e certamente
não o compeliria a agir errado.”( EVANS,
P.171)
“Nada, pois, pode tornar uma mente
desejosa exceto sua própria escolha livre (De Lib. Arb. I, X, 21).”( EVANS,
P.172)
“...somente na vontade que devemos
buscar uma explicação.”( EVANS, P.172)
“...pecado não é simplesmente fazer
o que a pessoa preferiria que não se lhe fizesse; nem é simplesmente desejo;
nem meramente quebra da lei humana, humana. O que é critério inseguro.”(
EVANS, P.172)
“Por que, então, agimos errado?
Pela escolha livre da onde. Por que nos dá Deus escolha livre da vontade, se
dela podemos abusar?”( EVANS, P.172)
“...mostrar de onde vem o impulso
para fazer o mal na vontade do homem, pois vontade e liberdade devem ser em si
mesmas boas.”( EVANS, P.173)
“Agostinho divide os bens do corpo
que são os mais inferiores de nossos bens; as virtudes que são os mais
elevados, porque não são passíveis de abuso. É entre as faculdades intermédias
de nossa alma, de que constitui parte a vontade, que devemos buscas os bens de
que o homem pode usar ou abusar. A vontade pode dirigir-se ao bem ou afastar-se
dele. A vontade é um bem, ainda que bem apenas intermédio (médium bonum),
quando adere ao Deus imutável, e obtém para o homem as virtudes que constituem
os bens primeiros e maiores (prima et magna bona). Quando a vontade se volta
para seu próprio bem individual, ou a algo exterior ou inferior, ela peca, mas
permanece em si um bem; também as coisas buscadas são boas em si mesmas, pois
tudo o que existe é bom. O mal está na aversio, no afastar-se (De Lib. Arb. II,
XIX, 53.199), e não na natureza da vontade e de seus objetivos, uma vez que são
a criação de um Deus bom.”( EVANS,
P.173)
“Não é difícil ver por que Deus
devia ter dado ao homem este bem “médio” da vontade livre, que pode ser usado
de duas maneiras, pois situa-se aí a liberdade do homem e sua potencial justiça.”( EVANS, P.173)
“Se Deus fez a vontade de tal sorte
que ela tem em si a tendência natural de se voltar para o mal,..”( EVANS, P.174)
“...o afastar-se está sob nosso
controle, e somos responsáveis quando ocorre.”( EVANS, P.174)
“como pode ser que não pequemos por
necessidade, quando Deus sabe de antemão que pecamos, e o que Deus prevê deverá
ocorrer (De Lib. Arb. III, II,
4.14)?”( EVANS, P.174)
“A solução de Agostinho...,...
consiste em distinguir entre coisas que acontecem de acordo com a precognição
de Deus, onde não existe absolutamente nenhuma intervenção da vontade do homem,
e coisas que acontecem porque se exerceu a vontade do homem.”( EVANS, P.174)
“[a] ...ação da graça que leva a
vontade do homem decaído do mal ao bem”.( EVANS, P.176)
“A mudança de rumo em ser
pensamento veio, naturalmente, à medida que exauria as possibilidades de
descobrimento filosófico que podia ver na noção que o mal é nada”.( EVANS, P.176)
“O homem, sustenta ele, foi feito
bom pelo Deus bom, e não pode haver defeito inerente à sua natureza. Suas
faltas eram, portanto, de sua responsabilidade pessoal, e ele pode curar-se
delas pelo esforço. Como poderia o que faltar à substância [o mal que é nada]
enfraquecer ou mudar a natureza humana?”( EVANS, P.178)
“Toda a natureza é boa.... a
criação de Deus é bom, mas a natureza humana se comporta de maneira que não é
boa. Se não podemos cogitar da possibilidade de que Deus a fez viciada, devemos
concluir que alguma coisa a danificou.”( EVANS,
P.178)
“Está seguro de que a graça age
sobre o dano que o pecado fez à natureza humana. Sendo assim, a graça coopera
com o bem na natureza do homem para torná-lo de novo inteiramente são.”(
EVANS, P.178)
“Pelágio se apóia na caráter de
nada do mal. Sua alegação é que uma coisa a que falta o caráter, não pode ter
danificado a substância da natureza humana. Agostinho tenta responder com uma
analogia. Abster-se de alimento não é uma substância, mas afastamento de uma
substância de nosso corpo fica danificado, ficamos magros e fracos. Deus é
sustento da criatura racional, e afastar-se dele resulta em dano para a
substância do homem.”( EVANS, P.178 à
179)
“O pecado nos torna cegos, e, sendo
assim, cambaleamos nas trevas de nossas mente obnubiladas e cometemos mais
pecados, porque não mais sabemos o que fazemos.”( EVANS, P.179)
O livre-arbítrio
“Esta importante obra tem como tema
o problema da liberdade humana e o da origem do mal moral. Desde a sua
adolescência, Agostinho preocupava-se com tais questões, e uma das causas de
sua adesão ao maniqueísmo foi a solução para as sua dúvidas.”(livre-arbítrio,
p.13 )
“Não podia Agostinho suportar a
idéia de que Deus fosse a causa do mal. Enfim, em Milão, enquanto a eloqüência
de Ambrósio trazia-o de volta ao catolicismo, a leitura do neoplatônico Plotino
trouxe-lhe a luz tão desejada”. (livre-arbítrio, p.13)
“É em direção a Deus que Plotino
conduziu Agostinho, para leva-lo à certeza de um Criador bom e poderoso, fonte
de toda realidade. Desse modo, o mal não podia ter lugar entre os seres, nem
prejudicar a excelência da obra divina”. (livre-arbítrio, p.13)
“...o mal físico resolve-se com a
Providência divina. Isso porque o mal visto no conjunto não é mais um
malefício, mas sim uma contribuição.” (livre-arbítrio, p.13)
“Segundo os dados da fé, Deus
todo-poderoso e Bem supremo criou todas as coisas por meio de seu Verbo, e nada
pode escapar à ordem de sua Providência. Todas as suas obras são boas.”
(livre-arbítrio, p.14)
Em conclusão, chega a afirmar em
síntese: a fonte do mal moral, o pecado, está no abuso da liberdade, mas este é
um bem. (livre-arbítrio, p.14)
“Ora, cometer o mal não é nada mais
do que submeter sua vontade às paixões, ou preferir aos bens propostos pela fé
eterna uma satisfação pessoal. E isso só é possível pela livre opção de nossa
vontade.” (livre-arbítrio, p.14)
Deus quem criou a vontade livre.
“Por certo, o pecado não dependem da presciência divina, e não é necessário à
ordem. Sua presença, porém, não consegue tornar a ordem atual indigna de Deus.”
(livre-arbítrio, p.14 à 15)
“Ao grande problema do mal, consegue Agostinho
apresentar uma explicação que se tornou
ponte de referência durante séculos e ainda hoje conserva a sua vaidade.”
(livre-arbítrio, p.15)
“Se tudo provém de Deus, que é o
Bem, de onde provém o mal?” (livre-arbítrio, p.16)
“...o mal não é um ser, mas
deficiência e privação do ser.” (livre-arbítrio, p.16)
“O que ele repete, uma e mil vezes,
é que o homem é livre para fazer o bem e que não é forçado a cometer o mal por
nenhuma necessidade. Se o homem peca, a culpa é sua.” (livre-arbítrio, p.18)
“Agostinho insiste fortemente na
bondade essencial e infinita de Deus. Sem o livre-arbítrio não haveria mérito
nem desmérito, glória nem vitupério, responsabilidade nem irresponsabilidade,
virtude nem vício.” (livre-arbítrio, p. 18)
A vontade, a liberdade e a graça.
“Duas condições são exigidas para
fazer o bem: um dom de Deus que é a graça e o livre-arbítrio. Sem o
livre-arbítrio não haverias problemas; sem a graça, portanto, não tem efeito de
suprimir a vontade, mas sim de torna-la boa, pois ela se transformara em má.
Esse poder de usar bem o livre-arbítrio é precisamente a liberdade. A
possibilidade de fazer o mal, é a marca da liberdade. E o fato de alguém se
encontrar confirmado na graça suprema completamente dominado pela graça de
Cristo será também o mais livre.” (livre-arbítrio, p. 18)
19/20/21..........3
De onde vem o mal?????????????
É Deus o autor do mal?
“... habitualmente tomamos o mal em
dois sentidos: um, ao dizer que alguém praticou o mal; outro, ao dizer que
sofreu algum mal.” (livre-arbítrio, p.25)
para santo Agostinho Deus é bom e
não pode praticar o mal. 25
“Pois cada pessoa ao cometê-lo
[mal] é o autor de sua má ação.” (livre-arbítrio, p.26)
“O mal vem por ter sido ensinado?”
(livre-arbítrio, p.26)
“Com efeito, a instrução
comunica-nos ou desperta em nós a ciência, e ninguém aprende Aldo se não for
por meio da instrução.” (livre-arbítrio, p. 26)
“...a instrução sempre é um bem,
visto que tal termo deriva do verbo instruir. Assim, será impossível o mal ser
objeto de instrução. Caso fosse ensinado, estaria contido no ensino e, desse
mo, a instrução seria um bem. Ora, a instrução é um bem, como tu mesmo já o
reconheceste. Logo, o mal não se aprende.” (livre-arbítrio, p. 26 á 27)
“...fazer o mal, não seria outra
coisa do que renunciar à instrução.” (livre-arbítrio, p.27)
talvez por que as pessoas se
desinteressam e se afastam do verdadeiro ensino, isto é dos meios de instrução.
27/28
Se o mal procede dos filhos de Deus como não
atribuir o mal a Deus?
“Qual a causa de procedermos mal?”
“Os adultérios, os homicídios,...”
(livre-arbítrio, p.30) “Dize-me, primeiro, por que consideras o adultério como
má ação?” (livre-arbítrio, p.31)
ev “... quem quer que faça um mal o
qual não quer que lhe façam, procede mal.” (livre-arbítrio, p.31) mas no caso de quem quer que ele faça o mal então
seria um bem. argumento fraco. Por exemplo, “E se a paixão inspirasse a alguém
de entregar sua própria esposa a outro, e de aceitar voluntariamente que ela
fosse violentada, desejando ele, por sua vez, obter a mesma permissão em
relação à esposa do outro? Conforme a tua opinião ele não faria mal nenhum?”
(livre-arbítrio, p.31)
“O mal provém da paixão interior”
(livre-arbítrio, p.32)
“Pois ao procurar o mal num ato
exterior visível, caíste em impasse. Para te fazer compreender que a paixão é
bem aquilo que é mal no adultério, considera um homem que está impossibilitado
de abusar da mulher de ser próximo. Todavia, se for demonstrado, de um modo ou
de outro, qual o ser intento e que o teria realizado se o pudesse, segue-se que
ele não é menos culpado por aí do que se tivesse sido acompanhado em flagrante
delito”. (livre-arbítrio, p.32)
“Com efeito, desejar vida sem
temor, não só é própria de homens bons, como também dos maus. Com está
diferença, porém: os bons o desejam renunciando ao amor daquelas coisas que não
se podem possuir sem perigo de perdê-las. Os maus, ao contrário, desejam uma
vida sem temor, para gozar plena e seguramente de tais coisas, e para isso
esforçam-se de qualquer modo para afastar todos os obstáculos que o impeçam.
Levam então vida criminosa e perversa - vida que deveria antes ser chamada de
morte.” (livre-arbítrio, p.35)
os mal mete para gozar de uma vida
mais tranqüilo possível.
“...como poderiam estar isento do
pecado aqueles que se mancham com sangue humano, para defender coisas de mesmos
apreço?” (livre-arbítrio, p.39)
“Reconhecerás também, espero, que
na lei temporal dos homens nada existe de justo e legítimo que não tenha sido
tirado da lei eterna.” (livre-arbítrio, p.41)
A causa do pecado – o abuso da
vontade livre.
Na minha opinião não o pode ser de
modo algum mal.46
Porque é único nosso, é um
privilégio ter-lo.
A atuação da boa vontade prova que
o pecado vem do livre-arbítrio
“Por qual motivo podemos nós todos
essas espécies de penas tão cruéis, más que certamente estamos entre os
insensatos, sem que nunca tenhamos sido sábios. Ora, isso seria preciso para
que se diga que tais males nos afligem com justiça,...” (livre-arbítrio, p.54)
“É a vontade pela qual desejamos
viver com retidão e honestidade, ou se não queres ardentemente te tornar
sábio.” (livre-arbítrio, p.56)
“É a vontade pela qual desejamos o cume da
sabedoria.” (livre-arbítrio, p.56)
“...depende de nossa vontade
gozarmos ou sermos privados de tão grande e verdadeiro bem.” (livre-arbítrio,
p.56)
nossa boa vontade implica o exercício das quatro
virtudes cardeais
“...a prudência não te parece o
conhecimento daquelas coisas que precisam ser desejadas e dos que devem ser
evitadas.” (livre-arbítrio, p.57)
“E a força, não é ela aquela
disposição da alma pela qual nós desprezamos todos os dissabores e a perda das
coisas que não estão sob nosso poder?” (livre-arbítrio, p.58)
“E quanto à temperança, é ela a
disposição que reprime e retém o nosso apetite longe daquelas coisas eu
constituem uma vergonha ser desejados?” (livre-arbítrio, p.58)
“Finalmente sobre a justiça, o que
diremos ser ela, senão a virtude pela qual damos a cada um o que é seu?”
(livre-arbítrio, p.58) continua 58/59
“Porque quem possui e ama na boa
vontade e resiste, como dissemos, ao que lhe é contrário, não pode querer mal a
ninguém.” (livre-arbítrio, p.59)
“Levar uma vida feliz ou infeliz
depende de nossa boa vontade” (livre-arbítrio, p.59)
“...é feliz o homem realmente
amante de sua boa vontade” (livre-arbítrio, p.60)
“... todo aquele que quer viver
conforme a retidão e honestidade, se quiser pôr esse bem acima de todos os bens
passageiros da vida, realiza conquista tão grande, com tanta facilidade que,
para ele, o querer e o possuir serão um só
e mesmo ato.” (livre-arbítrio, p.61)
“E como se explica que, sendo por
sua própria vontade que o homem obtém vida feliz, quando acontece que tantos
são infelizes, apesar de todos quererem ser felizes?” (livre-arbítrio, p.62)
“Com efeito, aqueles que são
felizes – para isso é preciso que sejam também bons – não se tornaram tais só
por terem querido viver vida feliz – visto que os maus também o querem.”
(livre-arbítrio, p.62)
“Porque nos deu Deus a liberdade de
pecar?” (livre-arbítrio, p.73)
“... nós não só possuímos o
livre-arbítrio da vontade, mas acontece ainda que é unicamente por ele que
pecamos .” (livre-arbítrio, p.73)
“... tudo que é bom procede de
Deus. E tudo o que é justo é bom.” (livre-arbítrio, p.74)
“...é Deus que atribui o infortúnio
aos pecadores e a felicidade aos que praticam o bem.” (livre-arbítrio, p.74)
“Ora, seria isso uma injustiça se a
vontade livre fosse dada não somente para se viver retamente, mas igualmente
para se pecar.” (livre-arbítrio, p.76)
Deus não pode castigar, foi ele
quem nos deu a vontade livre e portanto o direito de pecar e de ser certo. Deus
não pode castigar alguém, se não ele está cometendo um mal, a não ser que ele
tenha outra lógica. Segundo coisa se ele castiga, estará interferindo na vontade
livre, no livre-arbítrio.
Mas se a vontade livre”nos foi dada
para fazermos o bem, não deveríamos poder levar-nos a pecar.” (livre-arbítrio,
p.75)
Objeção: já que o livre-arbítrio foi-nos dado para fazer o bem, como se
coita ele para o mal?
“...foi Deus
que nos concedeu a vontade livre, nesse caso [mal], poderíamos afirmar que Deus
não nos deveria ter dado tal dom?..., ...se fosse incerto que Deus nos tenha concedido a vontade livre,
nós teríamos o direito de indagar se foi bom ela nos ter sido dada. Desse modo,
se descobríssemos que foi bom, igualmente, reconheceríamos o doador não é
Aquele a quem não é permitido incriminar
algo que seja mas sendo certo que o próprio Deus nos deu essa vontade livre,
qualquer seja a forma como recebemos esse dom, devemos confessar que Deus não
estava obrigado de no-lo dar como foi dado nem de modo diferente.”
(livre-arbítrio, p.76)
Segunda condição: não se limitar à f, mas
procurar o seu entendimento.
“...pelo
fato de ser incerto a vontade livre nos
ter sido dada, para com ela agirmos bem – já que podemos também pecar –,
decorre esta outra incerteza: se foi um bem ou não, ela nos ter sido dada.
Porque, se é incerto ela nos ter sido dada, para agirmos corretamente, tampouco
é certo que seja um bem ela com ter sido dada. Por aí, não é igualmente certo
que seja Deus o doador. Com efeito, a incerteza sobre a conveniência do dom
torna incerto a origem, isto é, o fato de ser Aquele a quem não nos é permitido
crer que conceda algo que não deveria ter cometido.” (livre-arbítrio,
p.77)
Sabedoria –
Bem Supremo
Cada pessoa
busca algo em sua vida, por exemplo a aqueles que abraçam o serviço militar e
crêem estar agindo de maneira sábia. Assim também aqueles que trabalha na raça,
nas igrejas,...”
“Todos
aqueles de quem acabas de cita [militares, trabalhadores, sacristãos,...] as
opiniões divergentes, na busca da sabedoria, desejam o bem e fogem do mal. Mas
a razão da divergência de seus sentimentos encontra-se nas diversas acepções
que têm o bem.” (livre-arbítrio, p.107)
“...há erro
quando seguimos um caminho que não pode nos conduzir aonde pretendemos chegar.
E quanto mais uma pessoa erra no caminho da vida, menos ela é sábia, porque
tanto mais afasta-se da verdade, na qual se contempla o ser possui o Bem
supremo.”( livre-arbítrio, p.107)
“Ele [Deus]
é a realidade verdadeira e suma, acima de tudo.” (livre-arbítrio, p.125 à 126)
“[Torna]
evidente estes dois princípios primários:
-
que Deus existe;
-
e que todos os bens procedem de Deus.”(
livre-arbítrio, p.134) Mas de onde procede o mal.
“Pois parecia a ti, como dizias,
que o livre-arbítrio da vontade não devia nos ter sido dado, visto que as
pessoas servem-se dele para pecar. Eu apunha à tua opinião que não devemos agir
com retidão a não ser pelo livre-arbítrio da vontade. E afirmava que Deus no-lo
deu, sobretudo em vista desse bem.”( livre-arbítrio, p.135)
“Ainda que o homem possa usar mal
da liberdade, a sua vontade livre deve ser considerada como um bem.” (
livre-arbítrio, p.135)
“Como efeito, vês que grande
privação é para o corpo não ter as mãos, e, contudo acontece que há quem use
mal das próprias mãos. Realizam co elas ações cruéis ou vergonhosas.” (
livre-arbítrio, p.136)
“Se visses uma pessoa sem pés,
afirmarias que lhe falta à integridade do corpo, um bem muito valioso.
Entretanto, aquele que se serve de seus pés para prejudicar ao próximo ou se
avilta a si mesmo, estaria usando mal de seus pés.” ( livre-arbítrio, p.136)
[esse pode vi para trazer mais união entre a família]
“Por conseguinte, do mesmo modo
como aprovam a presença desses bens no corpo [olhos, mãos, pés] e que, sem
considerar os que deles abusam, louvas o doador, de igual modo deve ser quanto
à vontade livre, sem a qual ninguém pode viver com retidão.” ( livre-arbítrio,
p.136)
“[A vontade livre] ...é um bem e um
Dom de Deus, e que é preciso condenar aqueles que abusam desse bem, em vez de
dizer que o doador não deveria tê-lo dado a nós.
A vontade livre pode-se servir ora
bem e ora mal das coisas.
“...o mal origina-se da deficiência
do livre-arbítrio” ( livre-arbítrio, p.142)
“Já que a vontade move-se,
afastando-se do Bem imutável [Deus] para procurar um bem mutável, de onde lhe
vem esse impulso? Por certo, tal movimento é mal, ainda que a vontade livre,
sem a qual não se pode viver bem, deva ser contada entre os bens.” “Esse
movimento não vem de Deus. Mas de onde vem ele? A tal questão eu te
contristaria, talvez, se te respondesse que não o sei. Contudo, não diria senão
a verdade.Pois não se pode conhecer o que é simplesmente nada.” (
livre-arbítrio, p.143)
“Com efeito, não pode existir
realidade alguma que não venha de Deus. De fato, em todas as coisas nas quais
notares que há medida, número e ordem, não hesites em atribuí-las a Deus, como
seu autor.” ( livre-arbítrio, p.142)
“Ora, todo bem procede de Deus. Não há, de fato, realidade
alguma que não proceda de Deus. Considera, agora, de onde pode proceder aquele
movimento de aversão que nós reconhecemos constituir o pecado – sendo ele
movimento defeituoso, e todo defeito vindo do não-ser, não duvides de afirmar,
sem hesitação, que ele não procede de Deus.” ( livre-arbítrio, p.143)
“Pois não se pode conhecer o que é
simplesmente nada.” ( livre-arbítrio, p.146)
ou seja, o mal é apenas
distanciamento de Bem supremo, mas em si, ele não existe, ele vem de lugar
nenhum. Não existe realidade alguma que não venha de Deus. E sendo Deus
perfeito, então, a realidade inicial é perfeita. Assim, se acontece a supressão
total do bem, o que restaria não é um quase nada, mas sim um absoluto nada.
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