domingo, 9 de junho de 2013

Wittgenstein Wittgenstein deu expressão autorizada a seguinte teoria, em que a linguagem tem origem convencional. O homo sapiens é que inventa determinados sons para cumprir determinadas operações. Ele sustenta que atribuir nomes as coisas é arbitraria, do mesmo modo como é arbitraria convir sobre as regras de um jogo. A própria linguagem é concebida por Wittgenstein como um jogo. Ele cita o exemplo do jogo lingüístico que há no acordo entre um pedreiro e um servente a respeito de uma ferramenta. [acredito que seja pela linguagem própria entre eles ao qual quando vamos buscar algo que eles pede não entendemos] “Suponha uma ferramenta utilizada por um pedreiro na construção leva determinado sinal, uma etiqueta. Quando o pedreiro mostra o sinal (etiqueta) ao servente, este lhe traz a ferramenta que ele tem aquele sinal. É mais oi menos desse modo que um nome significa e é atribuída a uma coisa. Será bastante útil, em filosofia, reiterar de quando em quando que denominar é uma operação semelhante a prender uma etiqueta a uma coisa” (MONDIN, B. P. 39) Dando por certo que a linguagem é invenção do homem e não um dom da natureza ou de um ser superior, parece-nos que essa invenção tenha-se manifestado, inicialmente, por meio da imitação dos sons emitidos pelos animais e pelas coisas. Assim, para designar o cão arremeda-se o cão; para designar o lobo, arremeda-se o lobo; para designar o vento, imita-se o rumor do vento, e assim por diante. Essa origem primeira da linguagem é confirmada pela grande quantidade de sons onomatopéicos existentes em todas as línguas. E é também confirmada pelo modo como a criança aprende a falar, imitando os sons que ouve da mãe.

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