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segunda-feira, 10 de junho de 2013
aborto
O problema do aborto é analisado sobre duas perspectivas: a conservadora e a liberal. O argumento básico dos conservadores pode ser resumido do seguinte modo:
1ª Premissa: É errado matar um ser humano inocente;
2ª Premissa: O feto humano é um ser humano inocente;
Conclusão: Logo, é errado matar um feto humano.
A apreciação tradicional liberal consiste em revogar a segunda premissa e conseqüentemente a conclusão. A partir deste exame a questão do aborto irá atrelar-se ao problema de o feto ser ou não um ser humano e por conseguinte quando se inicia a vida humana. Os conservadores alegando a extensão entre feto e recém-nascido, instigam os liberais a apontar uma fronteira óbvia que os distinga.
“Os conservadores chamam a atenção para o continuum entre o óvulo fertilizado e a criança e desafiam os liberais a apontar qualquer estágio desse processo gradual que assinale uma linha divisória moralmente significativa”.
O nascimento, a viabilidade, os primeiros movimentos do feto e o surgimento da consciência são apontadas por alguns defensores do aborto como possíveis marcos divisórios entre o feto e o recém-nascido. No entanto estas linhas divisórias estão sujeitas a contestação dos conservadores na qual explanarei no decorrer da pesquisa.
É importante salientar que alguns liberais não discordam da afirmação conservadora de que o feto é um ser humano inocente, entretanto preconizam a legalização do mesmo. Vale lembrar aqui o argumento feminista que defende a preeminência do direito de escolha da mulher sobre os demais direitos.
Outra abordagem liberal consiste em questionar o valor da primeira premissa básica dos conservadores: O que é um ser humano? O que quero dizer quando eu falo ser humano? Podemos ter duas definições a este termo: ser humano como membro da espécie Homo Sapiens, ou como pessoa autoconsciente que se projeta ao futuro. Certamente ao afirmar que o ser humano é uma pessoa racional, consciente de sua entidade distinta, não podemos alegar que o feto é um ser humano e portanto a segundo premissa básica do argumento conservador é quebrada. Entretanto a seguinte premissa pode ser sustentada se declararmos que o ser humano é definido pelo fato de pertencer à espécie Homo Sapiens, a partir daí o debate a cerca do aborto irá ligar-se a seguinte inferência: Por que o simples fato de pertencer a uma espécie me garante o direito á vida? Não seria uma atitude racista de nossa parte dar exclusividade a este espécie?
Como podemos ver o problema do aborto envolve muitas reflexões divergentes, permitindo assim ao leitor maior compreensão do dilema. E é justamente este um dos principais escopos desta pesquisa.
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